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INTRODUÇÃO

Transtornos depressivos graves constituem a forma mais frequente de doença

psiquiátrica, com uma prevalência de cerca de 15%. Na maioria dos casos, a

doença pode ser eficazmente tratada com uma combinação dos fármacos

disponíveis, tais como antidepressivos e psicoterapia. Em aproximadamente

10% dos casos, contudo, a doença torna-se crônica e em grande parte

refratária. Esses pacientes são candidatos a medidas não farmacológicas, em

particular, a eletroconvulsoterapia (ECT) ou, em centros especializados, a

estimulação do nervo vago ou estimulação magnética transcraniana. A ECT é

eficaz, mas pode apresentar um alta índice de recorrência e rejeição por parte

do paciente. A estimulação cerebral profunda poderia, potencialmente, abrir

novas oportunidades terapêuticas como uma estratégia eficaz de longo prazo,

com poucos efeitos adversos

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